domingo, 28 de outubro de 2012

Hotel Kathmandu Yoga

Rikshaw em Thamel

As meninas que me venderam umas calças de montanha

Chandrama e Namrata

Jantar tipicamente nepalês

Os donos do restaurante

Sábado e domingo em Thamel Kathmandu

Cheguei a Kathmandu após 38 horas de viagem, com apenas 5 horas de sono em Nova Delhi.
Contudo, sentia-me muito excitada por estar numa das cidades mais fantásticas e emblemáticas do mundo, quer a nível de templos e mosteiros budistas, como por ser a cidade mais procurada pelos alpinistas por estar tão próximo da cordilheiracom os picos mais altos do mundo...
Fui para um hotel na zona mais comercial e turística da cidade, Thamel. Escolhi o hotel por ser muito barato e por oferecerem sessões de yoga e meditação gratuitas. Embora simples tem um ambiente acolhedor. A zona onde se situa é muito barulhenta, sobretudo à noite pois há um bar perto que põe musica aos altos berros.
Mal me instalei no hotel resolvi marcar uma massagem. A masasgista,Namrata, ia-me fazendo todo o tipo de perguntas sobre a minha vida pessoal, familiar, etc. A massagem foi fabulosa e saí de lá energizada. A dona do centro, uma senhora na casa dos 50 anos, Chandrama, informou-me, que todas as terapias orientais, yoga, reiki e meditação, são muito boas para o corpo e a mente pois elevam o nível de energia e consciência de nós próprios, tornando-nos auto suficientes e com boa auto-estima.Concordei plenamentecom ela e ficamos amigas.
Depois de fazer algumas compras durante a tarde, jantei num restaurante barulhento e caro perto do hotel e deitei-me por volta das 11pm.

Hoje acordei bem dormida pensando que eram 10 horas da manhã. Tomei um duche calmamente, tomei o pequeno almoço e resolvi fazer uma sessão de meditação no espaço que existe no topo do hotel para o efeito.
Mas o tempo estava a escurecer e eu não conseguia perceber porquê, pois o meu relógio marcava meio dia. Porque será que está a escurecer? Será algum eclipse? De repente vi a lua a cheia a subir e percebi que não tinha acordado às 10.00h mas sim às 15.00h e tinha posto  o relógio no pulso ao contrário. O cansaço era tal que dormi 15 horas.
Por indicação da Chandrama a dona do spa, fui jantar a um restaurante nepales, onde por um jantar vegetariano paguei 2 euros. Os nepalêsses comem em mesas baixas sentados sobre almofadas e tiram os sapatos à entrada das salas de refeições. Eu jantei sozinha na varanda com a companhia do luar. Fazendo conversa com o empregado que me ia explicando o menu.
Amanha~parto para as montanhas, e só irei dar noticias dia 2 de Novembro, pois não haverá net no mosteiro para onde vou. Namasté!

sábado, 27 de outubro de 2012

Chegada a Kathmandu


Às nove da manhã hora local estava a sobrevoar, não a torre mais alta do mundo, mas as montanhas mais altas do mundo: os Himalaias!!!!
São absolutamente fantásticos, a mais alta de todas que se avista é o Everest! Estava convencida que eram nuvens mas as nuvens estão por baixo dos picos mais altos. Esta foto é para fazer inveja ao meu irmão Gonçalo!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Um dia de calor no Dubai


Cheguei ao Dubai às 4 horas da manhã depois de um voo de 7 horas. Apanhei um de táxi do aeroporto e fui até ao Dubai Mall que está aberto 24 horaspor dia e onde tomei um café no Starbucks.
Às 7 da manhã subi a torre mais alta do mundo, Burj Kalifa, num elevador que subiu 124 andares em 10 segundos. De cima, todas os arranha céus pareciam de lego.



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O Louco no Tarot






O Louco, ou o vagabundo é uma das cartas mais importantes do Tarot e representa aquele que procura experiências.
Pode significar o início de um novo capítulo nas nossa vidas, envolvendo possivelmente um risco que necessite de sabedoria e coragem. Também significa a libertação, ou as tentativas que fazemos para romper com os padrões de "normalidade".
A espiritualidade que busca a libertação da matéria. Idealismo e aspiração.
Talvez por não ter número, significa liberdade, ele olha para o infinito e com isso, mostra que a vida é muito mais do que vemos e a felicidade pode estar além das aparências da vida quotidiana. Isso quer dizer que muitas vezes nos preocupamos com coisas superficiais e não percebemos o que realmente é importante.
O louco é a personificação da sorte, como a sorte, é um componente incontrolável. Quando aparece numa consulta, marca um período afetado pela instabilidade geral, o consulente pode ser influenciado a agir guiado apenas pela intuição, numa compulsão cega a qualquer conselho.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Uma viagem rumo às Montanhas Mágicas



Uma viagem rumo às Montanhas Mágicas
Entre 25 de Outubro de 2012 e 31 de Janeiro de 2013


Decidi libertar-me de todos os condicionalismos materiais e ir viajar para o tecto do mundo!

Poderão pensar que me encontro numa situação económica confortável, e por isso estou a preparar-me para fazer uma viagem cara, para um destino longínquo fora das rotas tradicionais, mas enganam-se, pois nunca me encontrei numa situação económica tão precária como este ano de 2012…como funcionária foram-me descontados 5% do meu salário bem como os subsídios de férias e de Nata: resumidamente o estado retirou do meu orçamento familiar cerca de 5000€ anuais. Eu uma mulher divorciada vivendo com dois filhos, embora estes já sejam maiores.
 Estou falida, broken!
No entanto o desespero, a tristeza, a impotência, mas sobretudo a vontade de erguer a cabeça e de manter a dignidade deram-me uma nova consciência e um motor de arranque:
Como mulher de 52 anos da classe media, possuo alguns bens materiais que vou vender e transformar em bilhetes de avião e de hotéis: jóias, casacos de peles e outros objectos sem utilidade que paguem a viagem.
Renunciei aos bens materiais para me encontrar e poder investir numa vida renovada, com mais humanidade e espiritualidade.
Mas para tirar 3 meses de férias, tive de pedir uma licença sem vencimento. E para pagar a minha estadia durante 3 meses, renunciei ao apartamento onde vivi estes 19 últimos anos, aluguei-o e mudei-me para um mais pequeno. Foi duro, mas renunciar custa ao principio, mas depois sentimos uma grande liberdade. A liberdade de não estar agarrada aos condicionalismos materiais, a liberdade de viajar de mochila às costas só com duas mudas de roupa.
A liberdade de voltar a ser eu.

Num ano em que o nosso país e a Europa estão em crise, onde todos os habitantes incluindo eu, nos sentimos tão humilhados e espezinhados pelo FMI, pela TROIKA e sobretudo pelos nossos governantes, no ano em que me senti mais empobrecida pela redução do meu salário, pela supressão dos dois subsídios de férias e natal, decidi que iria viajar para um dos locais mais longuinquos do planeta : a cordilheira dos Himalaias e aí fazer um retiro de 5 semanas num mosteiro budista em Kathmandu; mas também visitar os locais onde a prática do budismo se fez sentir com maior influencia: Nepal e o Tibete.
Em vez de ir para um mosteiro na Europa ….onde muitos praticantes europeus se dirigem para fazer retiros, decidi que gostava de me oferecer uma viagem única e inesquecível: visitar os locais por onde Buda viajou e onde a sua doutrina é mais forte no mundo inteiro.Onde a espiritualidade é tão forte e mágica, onde os mosteiros e as stupas são venerados por milhares de monges e crentes que vêm de todas as partes do mundo.
Buda é venerado sobretudo por toda a Asia, tal como Cristo é venerado especialmete no mundo ocidental.
Todos os países têm as suas festas religiosas e pagãs ao longo de todo o ano, por altura da minha viagem ao Nepal, irá decorrer um grande festival anual chamado Mani Rimdu que se realiza por altura da 10 lua cheia do ano que este ano será no dia 29 de Outubro de 2012.
Infelizmente não me será possível visitar o Tibete devido às fortes restrições chinesas à entrada de estrangeiros. Este povo encontra-se ocupado pelos chineses há 60 anos e não é em vão que o Dalai Lama tenta junto da comunidade internacional alguma solução para a libertação do seu povo.