Cheguei a Kathmandu após 38 horas de viagem, com apenas 5 horas de sono em Nova Delhi.
Contudo, sentia-me muito excitada por estar numa das cidades mais fantásticas e emblemáticas do mundo, quer a nível de templos e mosteiros budistas, como por ser a cidade mais procurada pelos alpinistas por estar tão próximo da cordilheiracom os picos mais altos do mundo...
Fui para um hotel na zona mais comercial e turística da cidade, Thamel. Escolhi o hotel por ser muito barato e por oferecerem sessões de yoga e meditação gratuitas. Embora simples tem um ambiente acolhedor. A zona onde se situa é muito barulhenta, sobretudo à noite pois há um bar perto que põe musica aos altos berros.
Mal me instalei no hotel resolvi marcar uma massagem. A masasgista,Namrata, ia-me fazendo todo o tipo de perguntas sobre a minha vida pessoal, familiar, etc. A massagem foi fabulosa e saí de lá energizada. A dona do centro, uma senhora na casa dos 50 anos, Chandrama, informou-me, que todas as terapias orientais, yoga, reiki e meditação, são muito boas para o corpo e a mente pois elevam o nível de energia e consciência de nós próprios, tornando-nos auto suficientes e com boa auto-estima.Concordei plenamentecom ela e ficamos amigas.
Depois de fazer algumas compras durante a tarde, jantei num restaurante barulhento e caro perto do hotel e deitei-me por volta das 11pm.
Hoje acordei bem dormida pensando que eram 10 horas da manhã. Tomei um duche calmamente, tomei o pequeno almoço e resolvi fazer uma sessão de meditação no espaço que existe no topo do hotel para o efeito.
Mas o tempo estava a escurecer e eu não conseguia perceber porquê, pois o meu relógio marcava meio dia. Porque será que está a escurecer? Será algum eclipse? De repente vi a lua a cheia a subir e percebi que não tinha acordado às 10.00h mas sim às 15.00h e tinha posto o relógio no pulso ao contrário. O cansaço era tal que dormi 15 horas.
Por indicação da Chandrama a dona do spa, fui jantar a um restaurante nepales, onde por um jantar vegetariano paguei 2 euros. Os nepalêsses comem em mesas baixas sentados sobre almofadas e tiram os sapatos à entrada das salas de refeições. Eu jantei sozinha na varanda com a companhia do luar. Fazendo conversa com o empregado que me ia explicando o menu.
Amanha~parto para as montanhas, e só irei dar noticias dia 2 de Novembro, pois não haverá net no mosteiro para onde vou. Namasté!
Sem comentários:
Enviar um comentário