domingo, 16 de dezembro de 2012

Procissão das velas no dia de Tsongkhapa






O dia de Tsongkhapa é um dia muito especial, pois é a celebração do dia do nascimento de um grande mestre tibetano iluminado. Foi um grande pensador, poeta e escritor que viveu entre 1357-1419, tendo sido também professor do primeiro Dalai Lama.
Por ser uma figura tão destacada para o budismo tibetano, neste dia fazem-se vários rituais e práticas entre eles a procissão das velas, à volta do mosteiro e da stupa.
A stupa é um santuário, decorado com várias divindades budistas, onde estão guardadas as relíquias dos grandes mestres. Kopan tem uma grande stupa com as relíquias do Lama Thubten Yeshe, que foi o fundador do mosteiro Kopan.
Durante a tarde houve uma puja no mosteiro que é uma espécie de missa com cânticos, preces e orações e às 8.00h da noite o abade do mosteiro após um discurso em tibetano deu início à procissão das velas à volta do mosteiro e da stupa. AS velas foram colocadas à volta da stupa e inúmeros paus de incenso enchiam o ar de odor perfumado a mirra, sândalo e outros.Foi uma noite mágica, com muitas orações e cânticos. Coloquei 6 velas na stupa e dediquei-as aos meus filhos, à minha família, aos meus amigos, à minha mãe, a mim própria e ao Wolfgang, amigo espiritual deste curso.








sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Chegada de Lama Zopa Rimpoche, o Precioso



Fotografia de lama Zopa e do Dalai lama no Mosteiro Kopan



Lama Zopa é o monge responsável pelo mosteiro Kopan e o director espiritual da Fundação para a Preservação da Tradição Mahayan, com centros espalhados por todo o mundo.
O mosteiro começou a dar cursos de introdução ao budismo aos ocidentais pela primeira vez em em 1973, numa época em que Kathmandu era procurada pelos hippies, que no final dos anos 60, vinham à procura de paz e amor e marijuana, e fugirem à guerra, sobretudo a do Vietnam.
Lama Zopa Rimpoche e o seu mestre Lama Thubten Yeshe fundam o mosteiro Kopan, sendo o primeiro mosteiro em Kathmandu a iniciar cursos de estudos budistas para os ocidentais. Desde então, todos os anos em Novembro, o curso de um mês” Lam Rim”  é procurado por pessoas de todo o mundo interessadas em conhecer ou aprofundar a espiritualidade budista.
O curso de 2012, onde eu participei, começou no dia 11 de Novembro, mas Lama Zopa só chegou no dia 14 de Dezembro, com grande entusiasmo e emoção.
Os preparativos para a chegada não se fizeram esperar: bandeiras multi-colores penduradas no edifício e no jardim, pinturas decorativas desenhadas no chão à entrada do mosteiro, vários objectos decorativos espalhados aqui e ali. Os monges com os seus trajes de gala cor de vinho e açafrão preparam-se para receber o Rimpoche, que quer dizer, o precioso.
A sua chegada foi saudada com muita música e pelos monges, empregados do mosteiro e os alunos que, com grande entusiasmo e emoção se perfilaram ao longo da estrada, de  khata na mão (lenço branco) para receber a sua bênção.

Espera do lama Zopa Rimpoche

As cornetas e os tambores fazem-se ouvir

Lama Zopa abençoa todos os presentes






Muitos sentem-se abençoados pela sua presença



Andreia, Mariana e Tatiana choram de comoção




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Fátima a médica chinesa



Uma paciente com agulhas!

- Qual é a sua nacionalidade? Pergunto-lhe.
- Sou chinesa.
- Porque que se chama Fátima?
- Porque sou muçulmana.
Fatima é médica de medicina tradicional chinesa e tem uma clinica de acunpuntura perto do mosteiro Kopan.
Há uma semana que assistimos às aulas de introdução ao budismo no mosteiro Kopan sentados em almofadas no chão, entre as 6.30h da manhã e as 21.30h da noite. Ao fim de dois dias começo a sentir uma dor aguda num joelho e uma moinha no nervo ciático.
Uma tarde depois do almoço David, Martha, Amir e eu, chamamos um táxi e vamos até à clinica.
Mandam-nos tirar os sapatos e calçar umas pantufas de peluche cor-de-rosa para as mulheres e azul para os homens. Na sala de consultas está uma senhora de idade com umas mãos esguias e trémulas, com um bonito anel de ouro com uma pedra turquesa. De acordo com os ensinamentos budistas cobiçar as coisas dos outros, ou mesmo desejar algo que não seja verdadeiramente essencial cria karma negativo, que devemos a todo o custo evitar; mas não consegui deixar de sentir uma ponta de inveja daquele anel tão bonito.
Esperamos cerca de 5 minutos e sou atendida. Fátima sente-me ambos os pulsos, pede para lhe mostrar a língua e de seguida manda-me com uma assistente para a sala de acunpuntura. Deitam-me de costas com uns eléctrodos nas costas que me dão pequeninos choques. Atrás de mim oiço uma conversa que não entendo e surge a médica com as agulhas. Espeta-me uma no ombro, duas nas costas das mãos, no joelho e em ambos os tornozelos. Gemo de dor quando ela me espeta no joelho. Prefiro não me mexer e fico meia hora deitada a treinar meditação com a respiração e a ouvir uma música suave chinesa.
Tiram-me as agulhas e fazem-me uma forte massagem nas costas que me sabe bem e me revigora. Martha tem fortes dores de cabeça e a médica espeta-lhe várias agulhas na cabeça. David não tinha nada de especial apenas curiosidade de vir connosco à clinica e Amir, tem dores no nervo ciático tal como eu. Cerca de meia hora depois estamos livres das agulhas em frente à Drª Fatima que prescreve vários tipos de medicamentos homepáticos que devemos tomar depois das refeições com água quente.
No dia seguinte sinto-me francamente melhor sobretudo das costas. Fátima ouve e trata todas as dores e preces. 

Martha depois da massagem ás costas

Amir todo espetadinho!

Amir não se mexe com as agulhas postas

David e Martha ouvem a prescrição da médica Fátima

Que lindas pantufas!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Fim do retiro de 30 dias com grande piquenique


O retiro acabou no dia 11 de Dezembro com um piquenique e festa de despedida das 250 pessoas que participaram e tornei-me budista numa cerimónia muito bonita, chamada de “refúgio nas três jóias”: o Buda, o darma ( os seus ensinamentos) e a sanga (que é a comunidade budista). Foi-me dado um nome tibetano Thulku Khandro, que quer dizer “mulher que atinge a iluminação”. Escolheram-me um nome que me traz grande responsabilidade, pois para atingir a iluminação é necessário renunciar ao Samasara ( a vida de prazer ).


O mosteiro

Entrada dos alunos para os ensinamentos
O professor e monge australinao Gyatso abençoa-me com uma khata
ofereço-lhe um chocolate que é um objecto de Samsara por isso nos rimos
As recomendações finais para a nossa nova vida como budistas
Fila para o buffet
os monges acotovelam-se na cobertura do mosteiro para terem uma vista melhor
Inicia-se uma cerimónia de agradecimentos e entrega de gratificação a todos os organizadores
Os professores, convidados , monges e participantes
Sofia com um jovem mexicano de 22 anos Jaime

actuação de dois participantes
os monges olham atentamente a actuação

foto de grupo
































segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Alegria de ser budista!


No dia 10 de Dezembro de 2012 decidi tornar-me budista através dume a cerimónia que se chama
 " Tomar refúgio nas três jóias" que são o Buda, o Darma e a Sanga. Tomar refúgio quer dizer que  seguir a via de Buda e apoiarmo-nos na comunidade budista. 
Nesta cerimónia fazem-se vários votos de renuncia, como não matar, não mentir, não roubar, não beber e não ter relações sexuais impróprias.
A cerimónia foi muito bonita, deram-me um nome tibetano Thubten Khandro, que quer dizer " mulher que atingiu a iluminação", e sinto-me muito feliz por seguir os ensinamentos e os passos de  Buda no caminho da iluminação e do amor por todos os seres cientes!
As três raparigas portuguesas: Filipa, Bárbara e Sofia
Várias participantes esperam pela benção do prior do mosteiro

Sofia prepara-se para receber a benção de lama Geshe Chonyi

Pareço uma noiva a ser benzida pelo padre...

Já todos receberam a benção do lama e sentem-se muito comovidos!