sábado, 10 de novembro de 2012

Uma nova experiencia - Boudha



Cada dia que passa em Kathmandu é uma nova aventura. Os dias são grandes, cheios de novidades, completos de novas experiências.

Hoje foi um desses dias. Comecei o dia no mosteiro Bairoling em Tijuling, na companhia de um jovem e extrovertido lama (monge) de nome Pema. Tinhamos combinado visitar Budha juntos, mas disse-me que tinha um compromisso e que por isso me ia apresentar a um colega seu, lama Mingyur, de aspecto mais reservado mas não menos agradável, afirmando que este seria o meu guia em Boudha.
Passei assim o dia na companhia de um jovem monge budista oriundo do Ladak na India, que me mostrou o local mais sagrado de todo o Nepal: a stupa de Boudhanath.
No seu interior estão guardadas as relíquias dos mestres mais famosos do budismo tibetano, sendo por isso um local de peregrinação obrigatório. È também um local onde vivem muitos refugiados tibetanos.
A stupa é enorme e redonda, os seus olhos igualmente grandes fixam-nos de qualquer angulo…é Budha que nos diz: Eu estou sempre em vós!
Neste local sagrado mas também mágico, inspira-se uma atmosfera de grande energia, uma energia contagiante, em constante movimento, pois todas as pessoas circulam à volta da stupa no sentido do ponteiro dos relógios, sem nunca parar, como uma verdadeira roda humana e giratória.
Os tibetanos são um povo muito religioso e sente-se um grande fervor no ar. Circulam com a mala na mão, rezando e fazendo várias prostrações enquanto circulam. A energia é mais intensa de manhã antes de irem trabalhar e ao final do dia, quando regressam.
Ouve-se repetidamente a oração: OM MANI PADME HUM. È o mantra que está inscrito em todas as rodas de oração colocadas à volta da stupa. Assim, o mantra está em constante vibração, nas rodas, nas orações, nas bandeiras que esvoaçam ao vento, nas pombas da paz circulam em seu redor. É um local onde se sente uma energia muito positiva e de grande comoção.
Lama Mingyur obrigou-me a seguir todos os rituais: colocar incenso no incensário e colocar uma vela no reliquário por cada membro da minha família e da sanga (comunidade budista) enquanto dizemos o mantra.
Almoçámos num restaurante tibetano, dois pratos vegetarianos de batata ralada e estufada com pimentos e outro de tofu estufado com tomate e algas. Muito bom!
Despedimo-nos por volta das três e meia da tarde e resolvi entrar num centro de massagens que me tinham recomendado e submeti-me a uma massagem aos pés e ao corpo verdadeiramente extasiante e relaxante.
Apanhei um táxi para o convento e deitei-me a dormir com uma maravilhosa sensação de ter passado um dia em cheio.







































segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A minha fortuna!



Ando com esta fotografia dos meus filhos na carteira e, por vezes aqui no Nepal, perguntam-me
se tenho filhos. Mostro-lhes a fotografia e ficam encantados com os sorrisos e a alegria que eles têm espelhados na cara.
Ontem, um condutor de táxi fez-me a mesma pergunta e,  depois de ver a fotografia diz-me:
- Tem dois filhos muito bonitos, mas o seu filho tem muito bom ar;quando ele vier ao Nepal quero conhecê-lo!".
Quero dedicar esta minha viagem aos meus filhos, pois embora esteja longe fisicamente estou sempre perto no coração!
 

domingo, 4 de novembro de 2012

O nascer do sol nos Himalayas







Sofia, Krishna, Jean Pierre, Pascal e Aline

O nascer do sol nos Himalayas

 A cerca de 32 Km de Khatmandu, Nagarkot é uma zona de fim de semana, com hoteis e restaurantes  de onde se pode observar a cadeia dos Himalayas desde o monte Dhaulagiri a nascente até ao Everest a poente.
Todas as montanhas se podem escalar, excepto  as montanhas gémeas Ganesh Himal ( 7.406m) e Langtang Lirung ( 7246m). Estas duas montanhas são sagradas para os nepaleses, pois representam  o deus masculinoGanesh e a deusa feminina Langtang.
Levantámo-nos ás 6 da manhã para ver o nascer do sol reflectido nas faces nascentes das montanhas. Estas reflectem a luz do sol tal como papel de aluminio amarrotado . A experiência às 6.30h da manhã é magnífica!